Políticas internas
Versão 1.0 · 23 de julho de 2026 · revisão anual
Por que isto é público. Toda área de segurança que avalia um fornecedor pede estes documentos. Publicá-los evita a semana perdida entre a pergunta e a resposta — e nos obriga a manter escrito aquilo que de fato praticamos.
São seis políticas curtas. Elas descrevem a operação real de hoje, não um estado desejado: onde algo ainda não é feito, está dito que não é.
1. Política de segurança da informação
Objetivo. Proteger a confidencialidade, a integridade e a disponibilidade dos dados que clientes confiam ao Proximia.
Alcance. Toda pessoa com acesso a sistemas de produção, ao repositório de código ou a dados de cliente, seja empregada, sócia ou prestadora.
Princípios que governam as decisões técnicas:
- Isolamento no banco, não na aplicação. Nenhuma tela nova pode depender de filtro em código para separar um cliente de outro.
- Menor privilégio por padrão. Função nova nasce sem permissão de execução; concede-se por nome e por motivo, e há teste que trava esse estado.
- Dado de cliente não sai. Qualquer integração que envie conteúdo da operação a um terceiro exige decisão registrada, interruptor por organização desligado por padrão e registro de cada envio.
- Falha barulhenta. Entre falhar silenciosamente e recusar a operação com mensagem clara, recusa-se.
Responsável. A direção da Produtize responde pela política. Revisão anual, ou a qualquer momento após incidente relevante.
2. Política de controle de acesso
Concessão. Acesso a sistemas de produção é concedido pela direção, individualmente e pelo menor privilégio necessário à função. Não há credencial compartilhada entre pessoas.
Autenticação. Verificação em duas etapas é obrigatória para todo acesso administrativo à plataforma, ao provedor de banco de dados e ao provedor de hospedagem.
Chaves de serviço. A chave de privilégio elevado do banco existe apenas como variável de ambiente no servidor. Nunca é versionada, nunca vai ao navegador e é rotacionada em caso de suspeita de exposição.
Revisão. Trimestral, com registro do que foi revisado e do que foi revogado.
Saída. Acesso revogado no mesmo dia útil do desligamento, em todos os sistemas, com registro.
Acesso a dados de cliente. A equipe da plataforma tem acesso à assinatura e ao uso agregado, e não à operação — carteiras, contas, contratos e histórico. Acesso ao conteúdo de um cliente só ocorre mediante solicitação dele, para suporte, e é registrado.
3. Plano de resposta a incidentes
O que é incidente. Acesso não autorizado a dado de cliente, indisponibilidade acima de quatro horas, perda de dado, ou exposição de credencial.
Primeiras horas:
- Conter — revogar credencial, suspender chave, isolar o caminho de entrada.
- Registrar — o que aconteceu, quando começou, como foi descoberto, o que se sabe e o que ainda não se sabe.
- Avaliar alcance — quais organizações, quais dados, se houve acesso efetivo ou apenas possibilidade.
- Comunicar — clientes afetados em até 48 horas da confirmação, com o que se sabe até ali, mesmo que incompleto.
Dados pessoais. Havendo risco relevante aos titulares, comunicação à ANPD e aos titulares conforme a LGPD, em prazo razoável a contar da ciência.
Depois. Registro do que causou, do que foi corrigido e do que muda para não repetir — publicado ao cliente afetado. Correção de causa vira teste automatizado sempre que possível.
Canal. seguranca@proximia.com.br, com resposta em até dois dias úteis.
4. Política de gestão de mudanças
Verificação obrigatória. Nenhuma alteração vai a produção sem passar por checagem de tipos, suíte de testes automatizados e compilação. A verificação roda a cada alteração e falha bloqueia a publicação.
Alterações de banco. Versionadas em arquivos numerados e sequenciais. Arquivo já aplicado nunca é editado — correção é arquivo novo. Cada um carrega verificação final que falha se o estado resultante não for o esperado.
Regras que exigem teste. Toda regra nova de acesso ou isolamento entra acompanhada de teste que tenta violá-la e verifica o efeito da tentativa.
Reversão. Publicação anterior permanece disponível na hospedagem e pode ser restaurada. Alterações de banco são projetadas para não destruir dado.
5. Plano de continuidade e recuperação
Cópias de segurança. Automáticas e contínuas na infraestrutura de banco, com retenção conforme o plano contratado com o provedor.
Teste de restauração. Executado e cronometrado ao menos uma vez por ano, com registro do tempo e do resultado. O procedimento de restauração está documentado internamente.
Objetivos declarados. Recuperação em até quatro horas; perda máxima aceitável de vinte e quatro horas de dado. São objetivos operacionais; o compromisso contratual é o dos Para desenvolvedores Termos de uso.
Saída de dados sem depender de nós. A exportação completa em CSV e JSON está na interface e não exige nossa participação — é a continuidade que o cliente controla.
Dependência de fornecedor único. Reconhecida: banco e hospedagem estão concentrados. O formato é PostgreSQL padrão, sem recurso proprietário que impeça a migração, mas uma troca exigiria trabalho e não é instantânea.
6. Política de gestão de fornecedores
Critério. Fornecedor que toca dado de cliente precisa de contrato aceito, acordo de tratamento de dados quando aplicável e localização de dados conhecida.
Registro. A lista completa de terceiros que participam do serviço é pública, na página de segurança, com o que cada um recebe.
Fornecedor novo que receba dado de cliente exige decisão registrada antes da adoção, com a pergunta explícita: o que sai daqui, e isso contradiz o que prometemos?
Revisão anual da lista e das condições contratadas.
7. O que estas políticas ainda não cobrem
Não há auditoria independente. Estas políticas são nossas e não foram verificadas por terceiro. Não temos SOC 2 nem ISO 27001.
Não há teste de intrusão por empresa externa. Nossos testes de ataque são internos e automatizados.
A operação é enxuta. Segregação de funções é limitada pelo tamanho da equipe — e dizer isso é mais útil do que descrever um organograma que não existe.
Publicamos assim mesmo porque um documento honesto e incompleto vale mais, numa avaliação de fornecedor, do que um documento completo e inventado.